Um pouquito...

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Rio Branco, Acre, Brazil
26 anos. Taurina. Acreana com orgulho. É uma verdadeira antítese e nem sempre se incomoda com isso.

24 março, 2012

Talvez tudo, talvez nada.

Gosto profundamente de você, sabia? E esse talvez seja o gostar mais reprimido de todos os tempos. Gosto de estar com você, gosto de te ver, gosto de te sentir... Só que nunca me permiti gostar de te ter. E você talvez não saiba o que isso significa, mas vou confiar na sua perspicácia. Não me permitia nem cogitar a possibilidade de euevocê em algo planejado, em algum sonho acordado... E um dia, que não era qualquer, você me provou que eu estava certa. Algo, é claro, que eu já sabia. Que não valia a pena. Que não existia o nós, que não deveria existir, era apenas o eu e você. E eu, com a sua ajuda, me convenci que esse era o caminho certo. E as circunstâncias me provaram que o caminho certo nem sempre é o caminho mais belo. E de alguma forma, que eu não sei explicar, eu não tinha como te largar, eu não me permitia não escutar sua voz, algo que soava tão inofensivo pro meu coração... E de novo, apesar da minha patética resistência, eu estava nos seus braços, da forma que sempre quis e que sempre reprimi. Você não sabe, mas acordar com você ao meu lado foi o maior conflito interno do século. Ao mesmo tempo que meu coração saltitava de felicidade, porque o iludido acreditava que eu ia deixar de reprimi-lo, o meu cérebro se mostrava superior e dizia: isso acaba daqui alguns instantes, sua boba. Meu cérebro sempre venceu. Por isso, me desculpa, mas ainda, e talvez por um tempo além do que "alguns instantes", não consigo querer te ter. Só te garanto uma coisa: esse tal de coração aqui está lutando com todas as forças contra esse cérebro resistente. Um dia a gente ganha. Afinal, eu tô do lado dele. E ele espera que você também.

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