Um pouquito...

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Rio Branco, Acre, Brazil
26 anos. Taurina. Acreana com orgulho. É uma verdadeira antítese e nem sempre se incomoda com isso.

22 abril, 2015

Flores ao delegado

escrevo enquanto ainda estou entorpecida com meus pensamentos.
pensamentos tão conflitantes.
escrevo enquanto a razão ainda não tomou conta de mim e me fez reprimir qualquer pensamento que não seja "isso não vai dar certo".
isso talvez nem exista. muito menos terá possibilidade de dar certo.
algumas mensagens no celular são ditas em vão, sem cuidado, por impulso.
como dar veracidade a isso?
lembro de quando tinha 16 anos. eu tinha paixonite por um garoto. achava que ele nem ligava para mim. 
até o dia que ele me ofereceu uma balinha de chiclete. 
aquilo foi quase a realização de um amor. aquilo foi o amor sendo correspondido. 
no meu mundo.
algum tempo depois eu vi o quanto fui banal. o quanto eu levava uma simples atitude como algo extremamente significativo. 
hoje tenho medo de estar tendo essa mesma sensação.
depois de um bom tempo suspirando internamente por alguém. 
o tal alguém resolveu demonstrar algum interesse.
mas será que o interesse é real? 
ou talvez eu esteja revivendo aquelas sensações de quando eu tinha 16 anos?
 de quando eu achava que o mundo conspirava ao meu favor.
a resposta dessa pergunta, os dias dirão.
tenho medo da resposta.
tenho medo de formular a pergunta.
tenho medo de ter medo por algo que sequer exista.
escrevo relembrando os tempos que a escrita me dava uma sensação de alívio. de calma.
escrevo por que essa é a única forma que sei de amar sem razão.

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