Em um universo de possibilidades, eu fiquei com nada.
Eu fiquei sendo nada.
Há 04 dias me dei conta disso.
Há 04 dias minha mente só tenta entender o "por quê?".
O que eu fiz para merecer tanto?
Ou, melhor, merecer o nada.
Então eu paralisei.
Diferente de tantas e tantas vezes, eu não fiz nada.
Eu me acuei e observei.
Eu revi momentos na mente, procurei respostas, procurei algo que pudesse me fazer entender o motivo de estar vivendo tudo isso.
Por que eu estava sozinha tentando entender o motivo de tanto desprezo? descaso? silêncio? exclusão?
O que eu fiz de tão terrível que me fez merecer tal atitude?
O que eu podia ter feito para ser diferente?
E aí eu fui entendendo algo.
Procurando no passado algo que me explicasse.
Em todos o momentos bons estávamos juntos, bem, em sintonia.
Nos ruins, eu me sentia sozinha.
Quando você gritava, eu me culpava.
Quando eu questionava, eu me culpava.
Quando você se aborrecia, eu me culpava.
Quando você calava, eu me culpava.
Tanta culpa.
Tanto medo de ser a culpada de perder o meu grande amor.
Por que eu faço isso tudo?
Por que eu só não ligo?
Por que eu só não fico quieta?
Por que eu fiz ele reagir assim?
Por que eu tô vivendo isso?
E eu te buscava.
Eu estava, mesmo sofrendo, eu te abraçava, eu tentava de todas as formas te ter perto.
Sair de perto de ti, era mais sofrimento.
Quantos episódios difíceis passamos.
Brigas longas, brigas difíceis, brigas sofridas.
Eu estava tão chega em não te perder que eu me perdia.
Eu perdia a racionalidade.
Eu me diminuía para caber nos espaços que você me permitia.
Eu duvidava dos meus questionamentos e quando não duvidava, eu os sufocava, porque ter você, estar com você era maior que tudo.
E eu suportava, de alguma forma, eu suportava me encolher.
afinal, e todos os momentos bons?
Como perder tudo isso?
Como deixar uma briga, uma desconfiança, um momento ruim estragar tudo?
Como viver sem você?
Sem seu jeito curioso, sem sua graça de jovialidade, sem seus abraços, seu toque, suas mordidas no meu nariz, suas vozes, sua habilidade em me fazer feliz só por estar perto de mim?
Como viver sem tudo isso?
Como priorizar algo que não seja nós?
E tudo que compartilhamos?
E todas as conversas íntimas, doloridas, amargas, sinceras?
E todas as experiências vividas juntas?
E toda nossa história que começou de uma forma jamais imaginada ou permitida (por mim) anteriormente?
Como deixar tudo isso que a vida nos deu?
Como deixar a sorte assim?
Como perder o seu grande amor?
Pois com você eu acreditei fielmente no grande amor.
O amor que te faz ir ao limite de tudo, que te impulsiona, que te desmonta e que te ilumina.
E foi assim.
Por muito tempo.
Para mim.
A minha concepção era de que eu tinha um grande amor.
A sorte grande.
Você era o meu grande amor.
Você.
Abriu espaço na sua vida para mim,
que dádiva é essa?
Eu só enxergava você.
Eu não me enxergava muito bem.
Eu só sentia.
Eu só queria sentir.
Coisas boas ou ruins,
desde que fosse com você.
Tudo que você me oferecia, eu aceitava.
Coisas lindas, boas, felizes.
A raiva, o silêncio, o descaso, a impaciência, também.
Quantas vezes eu chorei sozinha?
Você lembra?
Meu choro deixou de te comover em muitos momentos.
Quantas vezes você chorou ou sofreu em minha presença e eu não me movi ou comovi?
Eu não me recordo.
Isso já é um claro sinal de algo errado.
As minhas dores eram menores que as suas.
Era assim que eu agia, era assim que eu lidava para não deixar esse grande amor acabar.
É. Tola, eu sei.
Não existe amor que resista a falta de amor próprio,
não tem amor que permita se anular para caber em algo ou alguém.
E eu não via tudo isso.
Eu só me desesperava e tentava melhorar, tentava arcar sozinha com tudo, de alguma forma.
Eu nunca soltei sua mão.
E quando você soltava a minha, em momentos difíceis, eu te implorava para não fazer isso.
Eu precisava acreditar na nossa história.
Eu precisava lutar pelo seu amor.
Eu tentei tanto,
tanto,
tanto.
Sozinha, te expondo, te questionando, te implorando que falasse, que me dissesse a verdade.
E há 04 dias eu me senti como nunca imaginei.
Perdida,
sozinha,
excluída.
Excluída.
Excluída.
Do seu dia, da sua vida, do seu coração, de tudo.
Eu não sei dimensionar o que tudo aquilo representou e ainda representa.
Todo desprezo e silêncio.
Mas eu comecei a entender, de alguma forma, que eu não merecia nada daquilo.
Apesar de ter me colocado naquela situação, eu não merecia nada daquilo e cabia só a mim me proteger, me acolher, me entender e me amar.
Eu não posso ter medo de perder um amor que não tem medo de me perder.
Eu não posso ir atrás de alguém que me exclui de uma forma tão leviana e tão facilmente.
Eu não posso entender os motivos e, assim, tentar justificar o que aconteceu se eu só tenho o desprezo.
Eu não posso seguir uma vida com receio do que virá.
Você me magoou tão facilmente e profundamente.
Você desprezou todo o meu amor, presença, parceria, meus sofrimentos, minhas angústias
e seguiu sua vida.
Há 04 dias eu entendi que não existe um grande amor que não te olha, te protege, te procura.
Você sequer preservou a nossa história,
sequer foi honesto com tudo que vivemos,
com tantos momentos.
Por isso estou aqui, dizendo tudo isso,
pra te mostrar que eu te amei tanto,
com todos os meus erros,
acertos,
com todo meu coração,
com cada parte do meu corpo,
com cada entusiasmo,
nos momentos bons e ruins,
na certeza e incerteza.
E te amar não é suficiente,
não mais.
E perceber isso me dói de uma forma que não explica em palavras.
A única coisa que fica é a certeza de que eu não merecia isso.
E essa certeza vai me fazer seguir.
De Jéssica para o seu ex-grande amor.
Eu fiquei sendo nada.
Há 04 dias me dei conta disso.
Há 04 dias minha mente só tenta entender o "por quê?".
O que eu fiz para merecer tanto?
Ou, melhor, merecer o nada.
Então eu paralisei.
Diferente de tantas e tantas vezes, eu não fiz nada.
Eu me acuei e observei.
Eu revi momentos na mente, procurei respostas, procurei algo que pudesse me fazer entender o motivo de estar vivendo tudo isso.
Por que eu estava sozinha tentando entender o motivo de tanto desprezo? descaso? silêncio? exclusão?
O que eu fiz de tão terrível que me fez merecer tal atitude?
O que eu podia ter feito para ser diferente?
E aí eu fui entendendo algo.
Procurando no passado algo que me explicasse.
Em todos o momentos bons estávamos juntos, bem, em sintonia.
Nos ruins, eu me sentia sozinha.
Quando você gritava, eu me culpava.
Quando eu questionava, eu me culpava.
Quando você se aborrecia, eu me culpava.
Quando você calava, eu me culpava.
Tanta culpa.
Tanto medo de ser a culpada de perder o meu grande amor.
Por que eu faço isso tudo?
Por que eu só não ligo?
Por que eu só não fico quieta?
Por que eu fiz ele reagir assim?
Por que eu tô vivendo isso?
E eu te buscava.
Eu estava, mesmo sofrendo, eu te abraçava, eu tentava de todas as formas te ter perto.
Sair de perto de ti, era mais sofrimento.
Quantos episódios difíceis passamos.
Brigas longas, brigas difíceis, brigas sofridas.
Eu estava tão chega em não te perder que eu me perdia.
Eu perdia a racionalidade.
Eu me diminuía para caber nos espaços que você me permitia.
Eu duvidava dos meus questionamentos e quando não duvidava, eu os sufocava, porque ter você, estar com você era maior que tudo.
E eu suportava, de alguma forma, eu suportava me encolher.
afinal, e todos os momentos bons?
Como perder tudo isso?
Como deixar uma briga, uma desconfiança, um momento ruim estragar tudo?
Como viver sem você?
Sem seu jeito curioso, sem sua graça de jovialidade, sem seus abraços, seu toque, suas mordidas no meu nariz, suas vozes, sua habilidade em me fazer feliz só por estar perto de mim?
Como viver sem tudo isso?
Como priorizar algo que não seja nós?
E tudo que compartilhamos?
E todas as conversas íntimas, doloridas, amargas, sinceras?
E todas as experiências vividas juntas?
E toda nossa história que começou de uma forma jamais imaginada ou permitida (por mim) anteriormente?
Como deixar tudo isso que a vida nos deu?
Como deixar a sorte assim?
Como perder o seu grande amor?
Pois com você eu acreditei fielmente no grande amor.
O amor que te faz ir ao limite de tudo, que te impulsiona, que te desmonta e que te ilumina.
E foi assim.
Por muito tempo.
Para mim.
A minha concepção era de que eu tinha um grande amor.
A sorte grande.
Você era o meu grande amor.
Você.
Abriu espaço na sua vida para mim,
que dádiva é essa?
Eu só enxergava você.
Eu não me enxergava muito bem.
Eu só sentia.
Eu só queria sentir.
Coisas boas ou ruins,
desde que fosse com você.
Tudo que você me oferecia, eu aceitava.
Coisas lindas, boas, felizes.
A raiva, o silêncio, o descaso, a impaciência, também.
Quantas vezes eu chorei sozinha?
Você lembra?
Meu choro deixou de te comover em muitos momentos.
Quantas vezes você chorou ou sofreu em minha presença e eu não me movi ou comovi?
Eu não me recordo.
Isso já é um claro sinal de algo errado.
As minhas dores eram menores que as suas.
Era assim que eu agia, era assim que eu lidava para não deixar esse grande amor acabar.
É. Tola, eu sei.
Não existe amor que resista a falta de amor próprio,
não tem amor que permita se anular para caber em algo ou alguém.
E eu não via tudo isso.
Eu só me desesperava e tentava melhorar, tentava arcar sozinha com tudo, de alguma forma.
Eu nunca soltei sua mão.
E quando você soltava a minha, em momentos difíceis, eu te implorava para não fazer isso.
Eu precisava acreditar na nossa história.
Eu precisava lutar pelo seu amor.
Eu tentei tanto,
tanto,
tanto.
Sozinha, te expondo, te questionando, te implorando que falasse, que me dissesse a verdade.
E há 04 dias eu me senti como nunca imaginei.
Perdida,
sozinha,
excluída.
Excluída.
Excluída.
Do seu dia, da sua vida, do seu coração, de tudo.
Eu não sei dimensionar o que tudo aquilo representou e ainda representa.
Todo desprezo e silêncio.
Mas eu comecei a entender, de alguma forma, que eu não merecia nada daquilo.
Apesar de ter me colocado naquela situação, eu não merecia nada daquilo e cabia só a mim me proteger, me acolher, me entender e me amar.
Eu não posso ter medo de perder um amor que não tem medo de me perder.
Eu não posso ir atrás de alguém que me exclui de uma forma tão leviana e tão facilmente.
Eu não posso entender os motivos e, assim, tentar justificar o que aconteceu se eu só tenho o desprezo.
Eu não posso seguir uma vida com receio do que virá.
Você me magoou tão facilmente e profundamente.
Você desprezou todo o meu amor, presença, parceria, meus sofrimentos, minhas angústias
e seguiu sua vida.
Há 04 dias eu entendi que não existe um grande amor que não te olha, te protege, te procura.
Você sequer preservou a nossa história,
sequer foi honesto com tudo que vivemos,
com tantos momentos.
Por isso estou aqui, dizendo tudo isso,
pra te mostrar que eu te amei tanto,
com todos os meus erros,
acertos,
com todo meu coração,
com cada parte do meu corpo,
com cada entusiasmo,
nos momentos bons e ruins,
na certeza e incerteza.
E te amar não é suficiente,
não mais.
E perceber isso me dói de uma forma que não explica em palavras.
A única coisa que fica é a certeza de que eu não merecia isso.
E essa certeza vai me fazer seguir.
De Jéssica para o seu ex-grande amor.

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